quinta-feira, março 31

Campo da Porcalhota, 1790

D. Miguel Pereira Forjaz (1769 – 1827)
O 9º Conde da Feira, serviu no Campo da Porcalhota em 1790 como alferes do estado-maior do Conde de Oeynhausen, inspector-geral da Infantaria, tenente-general do exército e Governador do Algarve.
Carlos Augusto von Oeynhausen (1739), Conde de Oyenhausen e Gravenburgo, descendente de Maria Elisabeth von Oyenhausen (1659) que pela ligação a Melchior Dietrich von Zepelin (1649) gerou o ramo familiar de onde veio o Barão Ferdinand Adolf August Heinrich Von Zeppelin (1838), o inventor do Zepelin no início do séc. XX.
O Conde de Oeynhausen, casou com D. Leonor de Almeida Lorena e Lencastre (1750), Marquesa de Alorna e condessa de Oeynhausen, a nossa maior poetisa do pré-romantismo, pintora e feminista, que por ser descendente dos Távoras, viveu encerrada no Convento de Chelas, dos 8 aos 18 anos, por ordem de D. Sebastião José de Carvalho e Melo, o "camarada" Marquês de Pombal. Até Manuel Maria de Barbosa du Bocage em 1804, dedicou à ill.ma e ex.ma sra. Condessa de Oyenhausen, um conjunto de poesias (decentes).
A descendência da 4ª Marquesa de Alorna e do Conde Oyenhausen é também digna de menção:
- A 1ª filha do casal, D. Leonor Benedita de Oyenhausen e Almeida viria a gerar D. José Trazimundo Mascarenhas Barreto (1802), 5.º marquês de Alorna e 7.º Marquês de Fronteira, que foi um figurão importante na época das lutas Miguelistas.
- A 2ª filha, pouco há para dizer a não ser uma ligação com a família do Barão de Torre de Moncorvo, D. Pedro Qualquer Coisa de Morais Sarmento.
- A 3ª filha, D. Juliana Maria Luísa Carolina Sofia de Oyenhausen e Almeida, Condessa de Oyenhausen, Condessa da Ega e Condessa de Strogonoff, era uma “maluca”, bonita como a mãe e danada para a brincadeira, pois 1º casou com Aires José Maria de Saldanha Albuquerque Coutinho Matos e Noronha, 2.º conde da Ega, a quem pôs os chifres com o General Junot. “A formosura da condessa da Ega cativou o general, que em 1808 invadiu o nosso país, e os seus amores tornaram-se tão públicos que ficou sendo conhecida como amante do primeiro ajudante de Napoleão.”
Depois deter vivido à grande na corte de Napoleão e ter ficado viúva, casou com Gregório Alexandre Ironwisch, conde de Strogonoff e mudou-se para S. Petersburgo na Rússia.
Assim ligamos a história da Porcalhota às figuras ilustres da história, das artes, da ciência e da cultura Portuguesa e Europeia e também à gastronomia, com Sopa Juliana (à Francesa) e Bife Strogonoff.

10 Comentários:

Anonymous Anónimo disse...

A história da Porcalhota é uma coisa do "arco da velha".

31/03/05, 13:32  
Anonymous Anónimo disse...

Esta lição de história já valeu a crónica blogueira de hoje. Obrigado Gigi.
Pelos vistos, Junot era "lixado". Bem podia ter escondido no meu quintal, mais moedas napoleónicas que "gamava" ao patrão. A Porcalhota é uma grande encomenda.
Do Zeppelin, miravam-se os montes e as urbes. Comia-se uma boa sopa Juliana e de seguida, um Strogonoff.
Os ventos da Porcalhota, sopraram nas estepes siberianas e Rasputine veio a usufrir dos legados culturais levados pela Condessa Juliana.Ainda hoje na sala oval do Kremlin é servido o repasto mui relembrado do Pedro dos coelhos da Porcalhota.
Já estou a estou a sentir o odor do dito, bem regado com Borba tinto
Quim

31/03/05, 20:05  
Anonymous Anónimo disse...

Até ao 1º parágrafo já conhecia, quanto ao resto da história, é novidade completa.
RS

31/03/05, 23:31  
Anonymous Anónimo disse...

Fonix ...

31/03/05, 23:57  
Anonymous Anónimo disse...

Fonix ...

31/03/05, 23:57  
Blogger O Bicho disse...

Quando o RS me enviou a imagem do Conde da Feira com á notícia da sua passagem pelo Campo da Poralhota, achei que era pouca coisa para publicar e então resolvi investigar umas coisas.

01/04/05, 12:23  
Blogger O Bicho disse...

Quando o RS me enviou a imagem do Conde da Feira com á notícia da sua passagem pelo Campo da Poralhota, achei que era pouca coisa para publicar e então resolvi investigar umas coisas.

01/04/05, 12:23  
Blogger O Bicho disse...

Só falta acrescentar que a Marquesa de Alorna, viveu até aos 95 anos no palácio do seu neto Marquês de Fronteira em Benfica.

01/04/05, 12:26  
Anonymous Anónimo disse...

A Marquesa de Alrona viveu como prisoneira no Convento de Chelas dos 8 aos 26 anos.
Ver mais sobre a Marquesa em
http://www.vanda-anastacio.at/articles/LETTRE%20DE%20LA%20MARQUISE%20DE%20ALORNA.pdf

http://www.vanda-anastacio.at/articles/OS%20PERIGOS%20DO%20LIVRO.pdf

http://www.vanda-anastacio.at/articles/Mulheres%20varonis.pdf

08/05/05, 18:32  
Blogger O Bicho disse...

«http://www.vanda-anastacio.at/articles/1_OS%20RECIBOS%20DE%20CHELAS_locked.pdf»
Este é o "link" para um interessante artigo sobre os "Recibos do Convento de Chelas" da autoria da Dra. Vanda Anastacio.

30/03/11, 12:01  

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