quarta-feira, julho 16

Arquivos da Porcalhota (ACSilva)

Arq CML
Na Rua Elias Garcia,
muito mais haveria, se a gente soubesse(*) para contar, acerca de cada uma destas casas, portas e janelas, bem conhecidas do Pessoal da Porcalhota.

A começar da esquerda...


permita-me os seguintes reparos quanto aos moradores do prédio da esquerda, a saber:

1) todo o r/c era destinado à loja, mercearia tradicional do Sr. José Peixoto do Amaral, avô do Eng. Rui Amaral, sendo a residênca deste, na traseira da loja e duas salas no 1ºandar. O Sr. Amaral era também o proprietário de um prédio situado na mesma rua, mais à esquerda, onde no r/c o inquilino era o Sr. Carlos da Barbearia.

2) No 1º andar, existiu em tempos o célebre restaurante Pedro dos Coelhos. Aqui residiu minha avó com meus tios. Nas salas das traseiras do prédio, mais as duas (no mesmo 1º andar do Sr. Amaral) as paredes eram decoradas com motivos campestres, que eram a perdição dos putos da casa (eu, meu irmão e o meu primo Emanuel, que nos anos 60 jogou nos júniores do Sporting e era o filho do Ernesto "pulga" que também jogou no Sporting e trabalhava na Fábrica de Malhas do Simões, em Benfica, e residente na Estrada dos Salgados.
Uma de minhas tias, a Luisa Patusco, foi maquilhadora das miudas das revistas amadoras da Sociedade Filarmónica, onde sobressaiam a Francelina e o Carvalhinho.


3) Nas àguas furtadas morava o Domingos Reis, casado com a tia Albertina. O ti Vitor Silvestre, sobrinho do sr. Amaral, que teve taxis na praça da Amadora (onde seu pai foi o primeiro industrial de táxis na Amadora e em Benfica) contou-me que havia nas salas do 1º andar, versos escritos nas paredes, alusivos à presença dos janotas dos finais do século XIX que frequentavam os "tascos" fora de portas.

Enfim... foi uma pena este prédio ter sido demolido, não só pelos belos azulejos da frontaria, onde ainda se podem ver algumas letras alusivas a casa de pasto como também às citadas pinturas decorativas das paredes.
Poderia contar mais histórias mas...
cumprimentos.

A C Silva.

5 Comentários:

Anonymous Anónimo disse...

Lembro-me de o meu Pai, falar deste Pedro dos Coelhos e de outros tascos da Porcalhota e estrada de Benfica. Viveu lá, em tempos, numa quinta da família e, criava coelhos que depois ia vender ao "Ferro de engomar", para pagar os estudos no Liceu Camões.
Outros tempos. As histórias que ele contava! Iria fazer 99 anos no dia 1 de Outubro. levantava-se de madrugada, para vir para Lisboa, vender os produtos da quinta, numa velha carroça com um burro. Teria nessa altura, 12 ou 13 anos. Sempre o ouvi falar com saudades, desse tempo. Contem mais coisas. Fascinam-me as histórias doutros tempos, em que mesmo com dificuldades, as crianças eram felizes e não tinham problemas existênciais.

17/07/08, 07:26  
Blogger Kim disse...

De repente, fez-se luz. Não me lembrava nada deste bonito prédio, mas agora sim, foi como se tivesse fechado os olhos e entrado nele.
Gostei!

17/07/08, 10:30  
Anonymous Anónimo disse...

Lembro-me perfeitamente do prédio e dos azulejos. Estava lá escrito: "Antiga casa dos coelhos da Porcalhota" ou algo parecido com isto. Depois foi demolido e deu lugar a um prédio onde se instalou a loja de móveis do Sr. Maldonado.
:) jc/.

17/07/08, 13:31  
Blogger O Bicho disse...

Então e, ainda se lembram da Lambreta do Pai do Alberto?

17/07/08, 13:49  
Anonymous Anónimo disse...

Bela História
Mas no tempo do Sr.Maldonado
Também morava no mesmo predio
o Sr. do
"Amaro vamos ao Presssssssssunto"
O.R.

18/07/08, 00:47  

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