quarta-feira, outubro 29

Postal do Tejo 40


No caminho de regresso à minha cidade, (ainda) com vista para o Tejo, fico extasiado, absorto na contemplação da paisagem - faltam-me as palavras.

As palavras que agora não tenho aqui à mão para escrever, descrevendo aquilo que já muitos poetas antes, disseram acerca da promiscuidade de sentimentos, gerados pela relação íntima entre Lisboa e o Tejo.

«Como seria Lisboa sem o Tejo... o que seria Lisboa sem o Tejo...»

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6 Comentários:

Anonymous Anónimo disse...

Já são mais de 5.300 ASSINATURAS na PETIÇÃO PÚBLICA contra a PAREDE DE CONTENTORES NA MARGEM DO TEJO - LISBOA.
assine em http://www.gopetition.com/online/22835.html

29/10/08, 17:57  
Blogger carla mar disse...

A questão resume-se numa palavra ABUSO.
Essencialmente, pelo alargamento de concessões sem concurso público e em circunstâncias suspeitas (muito!).
Pela construção e ocupação indevidas de espaços que impedem o acesso das pessoas ao rio, em clara violação de todas as promessas de devolução do rio á cidade.
E pela demonstração cabal de que, para os nossos governantes, vale (apenas!)o principio do "posso, quero e mando", em descarada indiferença pela vontade expressa dos contribuintes.
A desfaçatez e a impunidade que grassam nesta terrinha só deve ter correspondência nalguns Estados africanos e sul-americanos.
Emparedar Lisboa é uma asneira imperdoável - e ainda mais imperdoável é nós não fazermos nada.
Eu já assinei (1094)

29/10/08, 23:29  
Blogger Kim disse...

Lisboa não é menina sem o Tejo. O Tejo não é rio sem Lisboa.
... porque nós assim o queremos!

29/10/08, 23:56  
Anonymous Anónimo disse...

Lisboa, não seria Lisboa sem o o Tejo. E Portugal, sem Lisboa, não existiria.
Sem o Tejo, não haveria Descobertas. Sem o Tejo, não teriamos sido, o país que fomos. Sem o Tejo e Lisboa, não haveria os teus postais.
Maria

30/10/08, 09:03  
Anonymous Anónimo disse...

Atenção XL.

"...vejo do cais contentores na minha velha Lisboa..."

jc/

30/10/08, 11:14  
Anonymous Anónimo disse...

FERNANDO
PESSOA

Poemas de
Alberto Caeiro

O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.

O Tejo tem grandes navios
E navega nele ainda,
Para aqueles que vêem em tudo o que lá não está,
A memória das naus.
O Tejo desce de Espanha
E o Tejo entra no mar em Portugal.
Toda a gente sabe isso.
Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia
E para onde ele vai
E donde ele vem.
E por isso porque pertence a menos gente,
É mais livre e maior o rio da minha aldeia.


Pelo Tejo vai-se para o Mundo.
Para além do Tejo há a América
E a fortuna daqueles que a encontram.
Ninguém nunca pensou no que há para além
Do rio da minha aldeia.


O rio da minha aldeia não faz pensar em nada.
Quem está ao pé dele está só ao pé dele.


Alberto Caeiro


Desemprego no Vale do Cávado
Situação pode tornar-se pior que a do Vale do Ave.

Só em Barcelos, nos primeiros quatro meses deste ano, encerraram 14 empresas. Neste concelho já há mais de 4 mil desempregados e no de Braga mais de 10 mil. Em Famalicão também cresce o desemprego. O próprio presidente da câmara de Barcelos avisa que a situação no Vale do Cávado se pode tornar ainda pior que a situação no Vale do Ave.
é de prever que os desempregados na região venham a ultrapassar os 30 mil.

O vale do Tejo, o vale do Ave, o vale do Cavado, o vale do ...
EU QUERO QUE OS CONTENTORES SE FODAM
XL

30/10/08, 15:26  

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