sábado, novembro 1

Postal de Lisboa 253


O casario que resiste, nas colinas de Lisboa,

253 anos depois daquele dia de "Todos-os-Santos" quando, às 9:40 H, um violento terramoto atingiu a região, provocando entre 12 a 15 mil vítimas mortais. A terra tremeu três vezes, num total de 17 minutos. O sismo, com epicentro a oeste do estreito de Gibraltar, atingiu o grau 8,6 na escala de Richter.

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1 Comentários:

Anonymous Anónimo disse...

Quando penso nesse dia, a minha alma ainda treme.
Assiti a um nos Açores que, em segundos, destruíu, algumas vidas, casas, sonhos que, tinham levado anos de trabalho, a realizar.
Eram 5-20 da manhã, quando um ruído horrivel, nos acordou. Tudo tremia, casas, muros e corpos. Tive medo. No entanto, aprendi uma lição que nunca esquecerei. Ao fim de 2 horas, já havia máquinas limpando a rua, pessoas ajudando, os que mais tinham sofrido, os supermercados, faziam recolha de alimentos e outras coisas de primeira necessidade. Aquele povo, sofredor, magoado, em vez de perder tempo a carpir-se, tratou de minimizar os prejuízos. Grande gente!
Com a luz do dia, vi coisas horriveis: casas, meio destruídas, tinham quadros nas paredes, camas impecávelmente feitas. Parecia um cenário de teatro. Isto foi no Pico. Do outro lado do Canal, foi pior. Até a configuração da ilha, mudara. Uma das pontas da ilha, onde havia um farol, desaparecera. "Pedro Miguel", povoação que vira dias antes, ficou toda em ruínas. No Pico, outra povoação, chamada "Espalhafatos", tudo era ruína. Mas, nos rostos das pessoas, havia tristeza, aceitação, vontade de recomeçar.
Nesse dia, aprendi a amar aquela gente, frágil perante o medo, mas capaz de recomeçar.
Eu, que toda a vida, tive medo de sismos, nesse dia tive calma, para apanhar vidros, ir buscar o gato e, acalmar os mais medrosos.
Só quando cá cheguei, tive medo. Houve noites que não dormi, tudo tremia, tudo abanava. Ainda agora, quando penso nisso, tremo.
Maria

01/11/08, 13:48  

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