terça-feira, janeiro 27

Lisboa 1755-1758


Este é apenas um bocado de uma maqueta, com extraordinárias dimensões, que mostra como era a grande cidade de Lisboa (as sete colinas, a Baixa, a zona ribeirinha e os distantes arrabaldes de palácios e quintas) antes do Terremoto de 1755.

Pode ser apreciada na exposição "Lisboa 1758 - O Plano da Baixa Hoje", patente no "Páteo da Galé", no Terreiro do Paço.
Obs.:
faço notar - para quem não simpatiza com a histórica figura do "Senhor Marquês" - que o 1º Conde de Oeiras tem um lugar de relevo (merecido e nada exagerado) nesta exposição.

4 Comentários:

Anonymous Anónimo disse...

Resumo das grandes reformas empreendidas pelo notável ministro do rei D. José I: Protegeu eficazmente a indústria, levantando a decaída fábrica de sedas que D. João V fundara, subvencionando e desenvolvendo as indústrias da chapelaria e relojoaria, fez sair quase do nada a fábrica de vidros da Marinha Grande, e a de papel da Lousã, tomou a iniciativa do fabrico da porcelana, protegeu a industria das lãs, e fundou a magnifica fábrica real da Covilhã. Teve a honra de hospedar no seu palácio e quinta de Oeiras o rei D. José no Verão dos anos de 1775 e 1776. Nessa quinta realizou uma grande feira onde concorreram, por sua ordem, os produtos de todos os géneros da indústria fabril portuguesa, vindo os donos das fábricas armar barracas em Oeiras, expondo ali à venda os diversos produtos da sua indústria Esta feira teve um êxito completo; foi uma verdadeira exposição de tudo quanto se fabricava então em Portugal, e assim teve Oeiras a honra de ali realizar a primeira exposição industrial que houve no país, e talvez a primeira que se efectuou em toda a Europa. Favoreceu muitíssimo a agricultura, mas de um modo demasiadamente despótico, mandando por exemplo arrancar as vinhas do Ribatejo para ter produção cerealífera. Para desenvolver o comércio criou a Aula do Comércio e fundou diversas companhias. Na administração civil e económica do país operou maravilhas, dando o primeiro passo para a liberdade da terra, suprimindo os morgados insignificantes, regulando-lhes a sucessão e não consentindo que se instituíssem senão morgados opulentíssimos, declarou livres todos os escravos que nascessem ou pusessem pé no continente de Portugal, emancipou os índios do Brasil, acabou na Índia com a distinção entre gentios e cristãos, no reino com a distinção entre cristãos-novos e cristãos-velhos. Com o clero procedeu energicamente, expulsando os jesuítas, impedindo as profissões demasiado numerosas de frades e de freiras; deu à Inquisição um regimento que a anulava completamente; na instrução pública reformou completamente a Universidade pondo-a a par dos estabelecimentos científicos desse tempo no estrangeiro; criou o Colégio dos Nobres, fundou a instrução primária portuguesa solidamente, desenvolveu a instrução secundária, aproveitando para isso largamente as ordens religiosas, refundiu completamente a legislação, acabando com os arrestos absurdos, com os recursos aos comentadores, etc. ordenou que o direito canónico apenas regulasse em matérias espirituais. Criou o Erário introduzindo ordem e método na administração da fazenda, criou no Conselho de Fazenda um tribunal de contencioso financeiro, administrou com tanta economia que não precisou recorrer a empréstimos, reorganizou admiravelmente o exército com o auxílio do conde de Lippe, fortificou Elvas de um modo assombroso, deu impulso à marinha e soube apreciar e chamar ao ministério Martinho de Melo e Castro que à marinha portuguesa prestou depois tão relevantes serviços, e ocupou-se com zelo das colónias, acrescentou o nosso domínio oriental com as Novas Conquistas, o nosso domínio africano com as ilhas de Bissau, etc. De todos os chefes de governo que no século XVIII iniciaram em todos os países da Europa as reformas que a opinião pública reclamava, foi sem dúvida o marquês de Pombal o mais audacioso.

xl

28/01/09, 12:08  
Blogger O Bicho disse...

Ora até que enfim, há alguém que escreve em defesa do grande responsável pela reconstrução de Lisboa post-terremoto, aquele que muitos consideram o déspota do século XVIII, em Portugal.

28/01/09, 17:38  
Blogger Kim disse...

A César o que é de César!
O Sebastião foi um grande reformador de ideias largas mas não é por isso que deixa ser um filho da mãe.
Os heróis duns amigos meus, ali pró lado direito da Europa, também eram bons rapazes e nós sabemos a quantos milhões (com ideais diferentes) limparam o sebo.
Às vezes até me esqueço que revolução é mesmo isto, só em Portugal é que não.
Somos poucos e não se pode andar por aí a matar à toa.

28/01/09, 21:39  
Anonymous Anónimo disse...

Matar à toa é que não! Isso não.
Já chega em Gaza. Afeganistão e Iraque.
Bolas! Nada de matar à toa.
:)
Kim...vamos aos pasteis de nata ou aos "mojitos" ?
jc/.

28/01/09, 23:30  

Enviar um comentário

Subscrever Enviar comentários [Atom]

<< Página inicial