quarta-feira, junho 9

Ritz Club

Bonito por fora...

mas a precisar de reconstrução total por dentro.
É o estado do grande edifício "TUNA COMMERCIAL DE LISBOA", mais conhecido, a seguir ao 25 de Abril, por "Ritz Club Sempre-em-Festa".

Encerrado há 10 anos, está à venda por 1,5 Milhões de Euros (+/- 2.ooo Euros / metro quadrado).

Há quem defenda que «Lisboa não se pode dar ao luxo de perder uma sala como a do Ritz Clube» fazendo lembrar que «as memórias do espaço remontam ao Estado Novo, altura em que era um cabaret de referência nas noites da capital».

Logo após o 25 de Abril, o local mudou de clientela - menos aristocracia e mais povo - mas manteve a mesma actividade, até começar a ser o poiso habitual nas noites de alguns "intelectuais de esquerda".

Foi nessa fase que eu conheci o espaço, que apresentava um espectáculo já em franca decadência. Recordo a elevada média (acima de 60) de idades dos músicos do conjunto que acompanhava as "estafadas" bailarinas e a "stripper" cujas "colants" negras se encontravam cheias de buracos.

Passados alguns anos, mudou de estilo e foi um lugar de encontro com as músicas de África, promoveu o "reggae" em ascenção e acolheu mesmo novas bandas pop/rock.
Nos últimos anos de actividade passaram por este palco nomes como "Da Weasel", "Sérgio Godinho", "Ena Pá 2000", "Irmãos Catita" e "Peste e Sida".

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