segunda-feira, janeiro 17

Outros artistas (49)

Taberna d'Aldeia

No Salgueiro,
junto à lareira, a (quinquagésima não sei quantas) reunião mensal dos cinco do costume, desta feita, para saborear a especialidade da casa - a "Sopa de Ossos".
Obviamente, as notícias mundanas, fizeram parte da ementa, tendo uma delas, merecido o destaque que se segue:

A "Chef" Luísa Fernandes, aos 49 anos partiu para os EUA à conquista de um novo desafio de vida.
Hoje ela é "Chef" executiva do "Nomad Restaurant", em Manhattan, onde se tem destacado ao promover a cozinha portuguesa, do outro lado do Atlântico.
Foi premiada em 2009, pela confecção e apresentação nos EUA, de um prato típico português - um Gaspacho.
Desta vez a "Chef" portuguesa, venceu o concurso "Chopped Chef", com a sua receita de Empada de Vegetais - receita portuguesa muito antiga que é servida ao almoço, com salada.
Esta artista portuguesa de Monte Real, que antes de se dedicar à cozinha, foi enfermeira, é também a consultora principal da loja local do grupo "O Melhor Bolo de Chocolate do Mundo".

Ora ainda bem - neste começo de ano, também recebemos Boas Notícias de New York City.

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terça-feira, maio 25

Super-deputado


Costa Neves
o deputado mais caro da Assembleia da República,
recebe cerca mil euros semanais em ajudas de custo para deslocações.
Este valor corresponde ao preço de um bilhete de avião para os Açores (contabilizado pela AR em 652 €), ao qual acrescem as ajudas de custo para o trabalho político que desenvolve em Castelo Branco (414 €), esta última verba atribuída duas vezes por mês.

Há que ver que o super-deputado é representante de muita gente, muito povo nos Açores, na Beira Baixa e em Lisboa:

  1. tem a sua residência oficial nos Açores
  2. foi eleito pelo círculo de Castelo Branco
  3. mas vive efectivamente em Lisboa.
No total, o esforçado parlamentar do PSD, recebe em ajudas de custo, um valor mensal na ordem dos 3.500 €, verba à qual se deve juntar o ordenado de 3.800 €, mais 370 € de despesas de representação.

«É só fazer a conta e... ficamos a perceber porque é que somos (eu e outros burrinhos) obrigados a contribuir com uma taxa extra de 1,5% no IRS - não podemos deixar de ajudar a Administração da Assembleia da República a fazer frente a estas despesas!!!»


- Burro sou (só) eu.!?

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segunda-feira, outubro 20

Outros Artistas 1973


Cerca de vinte anos após, esta série de artigos publicacados em "O SECULO ILUSTRADO" de 1947, relevando as acções do Major do Exército de Salvação, era evidentemente desconhecida do Pessoal da Porcalhota. Mas, quem é que não se lembra de HENRI CHARRIÈRE, "O PAPILLON"..?
Corriam próximas dos 20 anos, as nossas vidas de "putos", sócios da Filarmónica da Porcalhota, quando as terríveis desventuras do Prisioneiro da Ilha do Diabo, começaram a fazer parte integrante das nossas conversas nas nossas noites de convívio (1968 ou 1969) na Sociedade Filarmónica.

No intervalo de um torneio de ping-pong ou no decurso de um desafio de bilhar às três-tabelas, ou no rescaldo de mais uma sessão de bailarico no salão, lá vinham à baila os pormenores da narrativa do Papillon, que um ou outro de nós (nem todos se podiam dar ao luxo de comprar um livro) andava a ler.
Foi feito um filme (1973) baseado na história, que nunca cheguei a ver. O que eu retenho ainda na memória foram algumas descrições do livro, que putos mais letrados, como o Quim, faziam para satisfação da curiosidade dos outros mais ávidos de curiosidade, como o Zé Machão.
De entre essas narrativas e pormenores, lembro de entre os mais escabrosos, o sistema de economias, "o governo", escondido dentro do intestino dos prisioneiros, e dos mais felizes, a idílica passagem, do herói, uma vida familiar com uma nativa das belas praias da Guiana.

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quinta-feira, outubro 9

os Bacanos


"Cócó, Ranheta e Facada, os três da vida airada".

Esta expressão muito popular no século passado, mas que entretanto caiu em desuso, teria sido certamente o comentário imediato dos nossos avós, perante este grande mural que encontrei no Porto, numa entrada do Bairro da Sé.

Os retratos (que têm por baixo os nomes e uma das qualidades de cada retratado), parece que foram encomendados a um artista do "spray" pelo bacanos que controlam aquela zona, talvez para servir de aviso para quem se aventura a penetrar no âmago do bairro: "Quem manda aqui..!"

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terça-feira, outubro 7

Outros artistas (1919)


Em abono do republicanismo, eis uma história sacada de um alfarrábio ("A Revolução Portuguesa") que desencantei nas Escadinhas do Duque.

Augusto Dias da Silva, era um socialista. O "camarada" Augusto era um rapaz pobre, sem mprego, bom guitarrista e explêndido cantador de fados.
Um seu amigo influente, pedira ao empresário do Eden Teatro de Lisboa, para o incluir num espectáculo de variedades.
Um dia, o empresário telefonou ao protector do rapaz para o avisar de que teria a sua estreia naquela noite, e devia levar afinada a guitarra e a voz.
«Muito obrigado - respondeu o outro - mas já não é necessário, o rapaz foi nomeado Ministro do Trabalho».
Isto aconteceu de facto durante a 1ª República, em 1919, com o Governo de José Relvas, o qual terá afirmado acerca do seu Ministro: «ser dotado de uma mentalidade singularmente anárquica e de uma ignorância enciclopédica». Chegaram até a cantar uns versos a propósito, num "quadro de revista":

Há coisas, cá n'esta vida,
Que é de se ficar pasmado!
Um tocador de guitarra
Chega a Ministro d'estado!

Isto é para saberem que, não sou anti-republicano, nem radical; só não percebo lá muito bem onde estão, para nós (comuns cidadãos) as grandes vantagens do sistema presidencial, para além da inegável hipótese de qualquer um (maior de idade e com a 4ª classe) poder concorrer e ser eleito Presidente da República.

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domingo, setembro 14

o Emplastro


A terceira maravilha do Porto é o Emplasto, aqui apanhado em flagrante a azucrinar umas turistas brasileiras, numa esplanada da Ribeira.
Também conhecido por Cataplasma, diz a enciclopédia, que é uma forma de medicação transdérmica caracterizada pela colocação sobre a pele de um adesivo com alguma substância sólida quente com o intuito de esquentar e/ou amolecer os tecidos, acelerando um processo de cura.

Cap. II / O EMPLASTO

Com efeito, um dia de manhã, estando a passear na chácara? pendurou-se-me uma idéia no trapézio que eu tinha no cérebro. Uma vez pendurada, e das cabriolas de contemplá-la. Súbito, deu um grande salto, estendeu os braços e as pernas, até tomar a forma de um X: decifra-me ou devoro-te.
Essa idéia era nada menos que a invenção de um medicamento sublime, um emplastro anti-hipocondríaco, destinado a aliviar a nossa melancólica humanidade. Na petição de privilégio que então redigi, chamei a atenção do governo para esse resultado, verdadeiramente cristão.

("Memórias Póstumas de Brás Cubas", de Machado de Assis)

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segunda-feira, setembro 1

Au revoir


E com esta, hoje nós dizemos - "à bientôt, Cristina et Jacques".

Esperamos pelo próximo Verão, para nos encontrar-mos novamente aqui na esplanada da Praia-das-Maçãs ao pôr-do-sol, para mais uns agradáveis momentos de diálogo "franco-portugais" enquanto saboreamos uns copinhos de Tinto de Colares.

Já sabem que serão sempre bem vindos a este cantinho da Europa.
(Comme je vous ai dit, vous serais toujours les bien venus dans ce petit coin de l'Europe)

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domingo, agosto 24

Esqueci-me


(Quadro de Mizé São Simão - Maio, 2008)
Por causa de todo o desassossego que me transtornou o espírito a partir do momento em que pensei deixar o "Pessoal da Porcalhota", acabei por esquecer de destacar aqui um importante evento:
Hoje, Domingo (24), a nossa Maria (das Caldas, natural do Porto) participa com algumas obras suas, em mais uma exposição de artes plásticas no Parque D. Carlos e Casa dos Barcos, nas Caldas da Rainha.
Se alguém ainda for a tempo de lá passar, entregue por favor uns beijinhos aqui do "Pessoal" à Maria.

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domingo, agosto 10

Outros artistas (1971)


Gostei Gostei de rever,
há alguns dias, num programa de música na "TV5", este rapazinho que (recordam-se certamente) no princípio dos anos 70, cantava isto, assim:

Pour un flirt avec toi
Je ferais n'importe quoi
Pour un flirt avec toi
Je serais prêt à tout
Pour un simple rendez-vous
Pour un flirt avec toi

Pour un flirt avec toi
Je ferais des folies
Pour arriver dans ton lit
Pour un flirt avec toi

Pour un petit tour, un petit jour
Entre tes bras
Pour un petit tour, au petit jour
Entre tes draps

(esta é só uma parte da letra; a música, todos se lembram ainda, é mais ou menos assim: "naaa nana naaa nanaaana... etc. etc. ..."
------ # ------

Para uma cambalhota contigo

Para uma volta contigo
Eu faria não importa o quê
Para uma volta contigo
Eu estaria disposto a tudo
Para um simples encontro
Para uma volta contigo

Para uma volta contigo
Eu faria loucuras
Para chegar à tua cama
Para uma volta contigo

Para uma voltinha, um diazito
No meio dos teus braços
Para uma voltinha, de manhãzinha
No meio dos teus lençois.

Hoje, está feito um velhote bem simpático este malandreco do Michel Delpech.

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segunda-feira, janeiro 28

Outros Artistas (37bis)


Parece um entardecer, mas é, na verdade um amanhecer - eu sei, porque fui eu que fiz a foto, numa manhã com a terra ainda submersa na névoa.
Também parece, mas não é, uma vista desde o cimo da encosta da Serra da Estrela, voltada a Sul - sobre a Covilhã, com a Serra da Malcata ao fundo.
Tudo isto junto, me traz à lembrança dois protagonistas da nossa história recente:

  • o autor de "Manhã Submersa", Vergílio Ferreira, nascido num dia 28 de Janeiro frio, em Gouveia, do lado de lá da Serra da Estrela;
  • o autor do "Às Vezes - Fim de Semana", Kim Ribeiro, nascido num dia mais quente de Maio, numa aldeia do lado de cá da mesma serra.
Ambos oriundos das altas escarpas outrora domínios de Viriato;
Um e Outro, se aculturaram, durante os primeiros anos, no Seminário do Fundão;
Gosto da escrita de Um e do Outro, ressalvadas as devidas distâncias, entre as obras;
Os Dois, multifacetados, dotados de qualidades extra, em diferentes manifestações da imaginação e habilidades humanas - por exemplo, representação teatral, cinema, fotografia, pintura e sabe-se lá, talvez também "ping-pong" - tenho que ler os Diários do Vergílio para desconbrir mais coisas em comum, para além do jeitinho para "dar música às piquenas".

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quinta-feira, janeiro 10

Outros Artistas (36)


"O Russo do Teatro"
Era para colocar uma foto do Grupo de Teatro da Sociedade, mas perdi todas as que tinha no computador.
"O Russo da Sorefame"
Por isso deixo etsa com a fábrica de metalurgia pesada de Alfredo Alves, que era ao lado da Sorefame.

De quando em vez, a Mail Box do Pessoal da Porcalhota, recebe mensagens vindas de muito longe, no tempo.
Como, este exmplo, que aqui chegou no dia 4 Jan.
___________
Peço desculpa pelo abuso, mas por ter perdido o contacto de um amigo comum, tenho necessidade de contactar o nosso amigo Zé Machão, a fim de que ele me possa valer.
O meu email é "xpto@gmail.com" (*)
O meu número de telemovel é o 987 654 321 (*)
O meu nome é J.(*) Santos e fui conhecido pelo "Russo da Sociedade", o "Russo do Teatro", o "Russo da Sorefame", etc.

Muito Obrigado
______________
Meu caro,

Este 912 345 678 é o número (que o Quim de deu) de telemóvel do Zé António, que, segundo ouvi dizer, este ano NÃO VAI ANIMAR o Encontro Anual do Pessoal.

cumprimentos,
Luis
___________
Caro Luís,

Muito Obrigado pelo empenho, o que me permitiu estabelecer contacto com o nosso amigo Zé António.

Aproveito para agradecer também a existência do Blogue "da Malta da Porcalhota" que 'frequento' com muito gosto e muito interesse e já agora formular votos de que este se mantenha activo, apesar do trabalho que eu sei que dá e das intromissões de mau gosto por parte de quem não é deste universo.

Um Abraço
___________


(*)Contactos que, obviamente, eu não divulgo, sem autorização.
___________
Em nome d' "O Pessoal da Porcalhota" - OBRIGADO AMIGO!
O Bicho

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terça-feira, dezembro 18

Outros Artistas (35)



Manuel Reis,

oitenta e muitos anos de vida na Porcalhota, actor, improvisador, expontâneo, autor e intérprete de teatro declamado, de revista e variedades.
Tem muito para contar, o Ti Manecas, sobre a(s) Sociedade(s) da Porcalhota, nas décadas de 40, 50 e 60 do século vinte.
Operário, desde muito novo, especializado na manutenção das máquinas da Fábrica de Malhas Simões (ao lado da primeira Sede do Benfica), participou activamente em muitas decisões e Direcções da SFRAA.
Mas, é preciso apanhá-lo bem disposto e ter um gravador a jeito, porque é complicado orientar a conversa no sentido que nos interessa - é preciso paciência, há que ir um bocado na onda e escutar.
Na última reunião que tivemos, ele implantou na minha memória três coisas, que ficarão a germinar até o próximo encontro, no qual penso obter mais esclarecimentos e pormenores.

  1. Ele é o único dono (legítimo proprietário) de uma parte da Sociedade Filarmónica. Só ele, possui um Título de Accionista da SFRAA. Há muitos, muitos anos (quantos?) foram emitidas e vendidas (quantas?) Acções da Sociedade Filarmónica, com o objectivo de angariar fundos para construir (ou reconstruir) a Sede. O Ti Manecas comprou então um Título (valor?) que guardou para sempre. Quando, alguns anos mais tarde, outra direcção da colectividade levou a cabo a retoma dos Títulos, reembolsando os accionistas, ele estava fora e acabou por conservar o Título - qual será o valor hoje?

  2. Outra história para investigar e desenvolver - "A FESTA DA ÁRVORE". Naquele tempo, sabe-se que era proibido festejar o Primeiro de Maio, em Portugal. Então a Sociedade Filarmónica organizava um grande bailarico e pic-nic, nos campos do sopé da Serra do Marco - hoje Bairro do Texas - no local onde existia um grande Pinheiro, que foi derrubado durante um ciclone que flagelou a Amadora e arredores. A festa tinha lugar sempre no Primeiro (Domingo) de Maio.

  3. E aquele leilão (ou venda de rifas) de um automóvel, cujo lucro iria beneficiar algumas obras sociais da colectividade. Pois, aconteceu que, em vez de ficar isento de impostos, contrariamente ao que seria de esperar, esta venda de caridade, acabou por vir a ser taxada com os encargos máximos (da Autarquia ou do Governo?) porque se desconfiava então que parte dos Sócios ou da Direcção da SFRAA, teria ideias demasiado avançadas para a época. Rumores que chegaram aos ouvidos da autoridade, diziam que aquilo era um ninho de revolucionários. Quiçá, de Comunistas!!!


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quinta-feira, dezembro 13

Antoniosem 1985



Há dias, num supermercado de material de construção (o Aki que agora se chama Merlin), encontrei o A.M.G. Filipe, um ex-companheiro de trabalho (informático) da RTP, cuja vida se cruzou algumas vezes noutro tempo com o Pessoal da Porcalhota.
O nosso amigo, ex-Director da Galeria de Arte da Casa do Pessoal da RTP, acompanhado pela sua velhota, dirigia um carrinho de compras carregado de tábuas, ripas, placas, poleias, pregos, parafusos, rolos de fio, lâmpadas, interruptores, braçadeiras, tintas de esmalte, tinta de água, diluentes, luvas, fitas adesivas, trinchas e rolo de pintar paredes, etc.
Estranhei o facto, pois o que eu esperava ver nas compras de um famoso artista plástico, Académico de Mérito da Academia de Artes e Letras de Pontzen, Nápoles, seriam telas, blocos A2 e A3 de papel cavalinho ou fabriano, tubos de tinta de óleo, de acrílico e guaches, pincéis de serdas finas, espátulas miniatura, etc.
Será que o meu amigo, membro Honorário da Fundación Abelló de Barcelona, também foi atingido pela crise e anda a fazer uns pescatos de carpintaria, pintura e reparações electricas ao domicilio?

Enquanto eu remoía estas ideias, ele viu-me e reconheu-me.
- "Pá, tás quase igual, só que... muito mais velho!" Estranhou ele, compondo (a expressão nº 29 do curso de expressão teatral da Barraca, 1974) - uma careta de espanto, depreciativa mas amigável.
- "Porreiro, meu. Ainda bem para mim. É sinal que já vivi bastante." Retorqui e acrescentei,
-
"Apesar disso, tenho mais cabelo que tu, a minha barba está menos branca que a tua e não estou tão bem anafadinho como tu?"
- "Então, mas ainda dormes com a mesma? Há quantos anos? Nunca mais mudaste de gaja?" Lá estava a farpazinha venenosa, do poeta amigo.
-
"Oh, pá, as saudades qu'eu tinha, destes nossos diálogos. Não me recordo de uma conversa assim tão intelectual, desde que deixei a vida artística.”
- “Pois, eu sei. Nunca mais foste a uma exposição. E eu tenho-te enviado sempre convite para as vernissages.” Reclamou ele (expressão nº 13 - coitado do pobre Calimero) e com razão.
- “E olha, vou-te avisar que vais receber em breve convite para nova exposição. Trata-se de uma pintora brasileira, que ainda não conheces – (tens que ir) é a minha namorada nova.” E então eu vi... aquele brilhozinho nos olhos! O gajo, continua a ser um
Grande Artista!!!

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segunda-feira, outubro 1

Expo Caldas I



A primeira participação da Maria, numa exposição colectiva, foi um sucesso.
Ah, pois foi. Diz-se que, vendeu pelo menos um quadro.

No passado Sábado, na Rua das Montras, nas Caldas-da-Rainha.
PARABÉNS!!!
Pelo que vi na reportagem fotográfica que recebi, temos artista.

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quarta-feira, maio 16

Outros Artistas 34

AMPLIAR

Aqui o temos em acção,
o Rui Salvador que foi um Campeão de Ginástica representante da (SFRAA) Sociedade Filarmónica da Amadora, hoje SFRASRA.
Num expressivo salto com apoio no "cavalo sem arções", ou "bock", acho que era o nome que, no meu tempo de liceu, chamavam a este aparelho da Ginástica Acrobática.


O artista, que recentemente saltou a Barreira dos Quarenta, continua em grande forma e até melhorou, imaginem - passou do "bock" para a "Superbock", especialidade que o nosso Sargento amigo mostrou dominar perfeitamente, durante o Encontro Anual do Pessoal, em Janeiro 2007.


Actualmente, parece que ele continua a treinar os saltos acrobáticos, na eventualidade de um dia destes ter que saltar o muro do Forte da Trafaria, para escapar à "sanha" do Governo do ex-Engenheiro, que lhe quer fazer a folha.


Inventaram um estranho processo em Tribunal Civil, acusando o estimado Sociólogo (do Pessoal da Porcalhota, que não tirou o curso na UNI) de "passear na rua vestindo a sua, dele, farda de Sargento da Armada Portuguesa".

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sexta-feira, maio 11

Outros Artistas 33


FESTIVAL DA EUROVISÃO 77

Antigamente, era com toda a certeza, o evento musical anual, mais importante da Europa.
Naquele tempo, o Pessoal da Porcalhota e Arredores (Portugal e Espanha), seguia com todo o interesse a transmissão da UER, sempre na esperança de ver subir a pontuação atribuída (em directo) à nossa canção.
Ontem, assisti um bocadinho à edição do Festival (em Helsínquia) e não sei quem ganhou, nem quero saber - perdi todo o interesse - senti que aquilo, já não tem nada a ver connosco.
Aquela música, hoje está muito, muito distante da cultura tradicional europeia - o centro de interesses e de influências, deslocou-se totalmente para Leste.
E digo eu: nós é que ficamos, cada vez mais, a leste da coisa.

Aqui fica uma imagem de saudade, de há trinta anos, quando eu tive o previlégio de conviver de perto com "Os Amigos" que nos representaram, e muito bem, no Eurofestival de 1977.

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terça-feira, abril 24

Outros Artistas 32


Luís Carvalho, o "compère" da Sociedade Filarmónica.

No Teatro de Revista à Portuguesa, era o "Compère" (Compadre) quem conduzia a narrativa e fazia a ligação entre os diferentes números (quadros) musicais.
Este figurão das Revistas, era quase sempre uma figurinha, um castiço, pequenino e malandreco; um cómico nato com grande capacidade de improviso, dando muitas vezes a volta ao texto das cenas, com piadas extra.
Eles eram especializados em "meter buchas".

Para que servem as "buchas" - as de plástico servem para enfiar nos buracos da parede e segurar, sustentar, prender os quadros.
As "buchas" de texto, no teatro têm a mesma finalidade, pois servem para tapar alguns buracos que podem surgir inesperadamente durante o espectáculo e então é preciso segurar os "quadros" em cena e prender a atenção do espectador que é o sustento da actividade artística.

O nosso amigo Carvalhinho, era um desses especialistas.
Só não foi um "compère" profissional porque no tempo dele já existia um - o Ribeirinho, também pequenino, mais o Eugénio Salvador - e no panorama do teatro de revista em portugal, não havia lugar para muitas vedetas em simultâneo.

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quinta-feira, abril 19

Outros Artistas 31


A pedido de vários totós, aqui fica mais uma vez, um extracto acerca do Zé das Dores, que
vive actualmente na Cidade de Campinas - São Paulo (Brasil) - para saber mais, sigam o link
http://www.geocities.com/vilardemouros1971/zecadorock.htm.

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quinta-feira, abril 12

OS AGANJU



Por falar em espectáculos, eis uma bela imagem (solistas Joana e Mariana) das Festas da Páscoa 2007, em Fontanelas (Sintra), onde tivemos o grande prazer de assistir a mais uma actuação (3ª) dos Aganjú.

  • Este grupo de artistas AMADORES, dirigidos pelo músico local, Fernando Azeitona, proporcionou um sensacional espectáculo de luz e som.
  • Até me fez recordar os tempos em que havia bons AMADORES na AMADORA - na Sociedade SFRAA.

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sexta-feira, março 16

Outros Artistas 30

VER MAIOR

Francelina de Almeida.

Para além do Carvalhinho, acho que ela era a actriz que mais se destacava no palco na Sociedade Filarmónica da Amadora.

O XL ou o JC, que com ela contracenaram em muitos quadros de revista, comédias e dramas, serão os mais indicados para dizer (escrever, bem melhor do que eu) mais alguma coisa acerca.

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