segunda-feira, janeiro 31

Duas Seguidas.

Isso era dantes!
No tempo do Bichão. Ainda andava na faculdade, trabalhava por turnos, dava explicações, fazia fotografia e sobrava tempo para grandes coboiadas. No tempo em que se podia ficar à vontade a ver passar os submarinos, à noite na beira do Tejo. E frequentar a Filarmónica. E depois de tudo ainda me lembrava de ir a casa quase todos os dias.
Faz parte desse tempo, um ex-colega da RTP, que no tradicional encontro/jantar de Natal de um pequeno grupo de ex-televisivos, faz questão de oferecer sempre um pequeno presente (das lojas de chinezices) que mais se identifique com alguma particularidade ou fique mais próximo duma caricatura de cada um de nós.
Nos 2 últimos anos foram estes os bonecos que ele considerou mais adequados à memória da minha passagem pela RTP. Lembra-se das coisas de há montes de anos mas esquece-se de uma coisa do ano passado - a geriatria explica isso - sinais da velhice.

BLOGUEADO

Queria dizer Bloqueado.
Depois de fazer a estimativa ou previsão mensal das despesas para controlo do meu orçamento caseiro, fiquei assim a modos que estúpido, sem perceber o que se passa nesta terra. E ainda só estamos no princípio do ano. Quando vier a declaração do IRS, então nem quero pensar...
Fiquei sem ideias para o blog de ontem e de hoje e amanhã não sei? Fui dar uma voltinha por outros Blogs à procura de uma inspiração. Grande treta, ainda fiquei pior.
Toda a gente fala no Professor, coitadinho, perseguido, ameaçado de ficar sem emprego, só por ter emitido um parecer a defender... o quê? Há já me lembro, a defender o fundo de pensões que o invejoso do Ministro Gabão não quer que fique só para os priveligiados da CGD e transferiu para os fundos da Caixa Geral de Aposentações, que é a do povinho em geral. Isto é Indecente. Assim, o Professor Amaral, corre o risco de não vir a ter uma reforma como a do outro Amaral. Qual outro, alguém se lembra? Já não é notícia, não interessa.
E mais, afinal de quem é o Banco? É dos empregados, dos administradores e dos accionistas. Bom, então não é do estado? Não é nosso?
Cada vez mais fazer Política é apenas orientar a opinião pública e não mais do que isso.

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(DESactualizado em 12-12-2005)
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As Melhores Frases

  • "A Torre do Pombo" - by JotaCê - no artigo "Pombo de 90 anos".
  • "Era Andar e Chorar Por Mais" - by MariaJ - no artigo "Carreira do Chora".
  • "... com a lufada de ar, irreverente e apaixonado, com que Jacques Brel adocicou a minha meia-idade." - by Quim - no artigo "Outros Artistas 3".

Os Mais Comentados


domingo, janeiro 30

O Blog Ideal

A Porca da Política

e os Bacorinhos Políticos.
Uma ilustração de Rafael Bordalo Pinheiro, que dizia - "É na política que todos mamam. E como não chega para todos, parecem bacorinhos que se empurram para ver o que consegue apanhar uma teta."
Esta alegoria do mestre Bordalo, é cada vez mais verdade.
Eu não gramo política, desde que fui obrigado no antigo 7º ano do liceu, a fazer exame (prova escrita e oral) de Oraganização Política e Administrativa da Nação, a então célebre OPAN. Lá consegui passar a esta disciplina obrigatória, com 10 valores porque não podia ser menos.
Mas também não gosto de política por culpa dos políticos. Como diz um brasileiro, meu colega - "Político bom, só político morto".

sábado, janeiro 29

Ribeira Grande

Ponte Romana em Monforte.
Hoje, dei uma voltinha pelo interior para matar saudades da paisagem do Alto Alentejo.
Como notas da viagem, pouca coisa:
Arraiolos - a principal casa de tapetes local, onde fui entregar o meu tapete rasgado para arranjar é propriedade, há 20 anos, de uma mulher do norte, a D. M. do Sameiro que por acaso é de Braga. Tipicamente alentejana diz que o arranjo vai demorar um tempinho. É preciso calma, diz-me "Roma e Pavia não se fizeram num dia". Pois, eu conheço Roma e aceito a afirmação, mas também conheço Pavia (é ali perto) e não consigo perceber a analogia.
Evoramonte - também aqui um homem do norte tomou conta do negócio. Foi D. Afonso Henriques, ajudado pelo famoso Giraldo Sem Pavor. É de visitar a imponente casa de caça dos Duques de Bragança, onde foi assinada a Convenção de 1834 que pôs termo às Lutas Liberais. Só que a auto-estrada passa mesmo na base deste monte que já faz parte da Serra de Ossa, mas a saída mais próxima fica a 20 kms, em Estremoz.
Estremoz - aqui foram os "camaradas" do leste que conquistaram os poucos postos de trabalho disponíveis. Todas as empregadas falavam perfeitamente português da Rússia ou da Ucrânia, no mais conhecido restaurante da cidade, o "Águias d'Ouro" (bom gosto no nome). É propriedade do Sr. Panaças e fica no Rossio do Marquês de Pombal, coisa difícil de perceber para um lisboeta, esta de meter o Rossio no Marquês.
O resto, bem o resto é paisagem, sempre espectacular!!! Alentejanos, encontrei muito poucos, parece que fugiram todos para a Porcalhota.

sexta-feira, janeiro 28

Noite de Jogo 2

Acrílico em tela 40x50.
Muito fraco, o resultado da 2ª noite, em comparação com a exuberância de cor da tela da 1ª noite.
Na verdade esta tela não merecia muito mais. Foi comprada na loja dos 300 e já está a ficar empenada.
- "Sacrilégio!" Dirão os nossos habituais críticos de arte.
- "O gajo está cada vez pior. Qualquer dia pinta em cima de TShirts pregadas em tabuinhas dos caixotes da fruta."
Que se lixe. Só ando a treinar. Quando souber pintar e quando descobrir o estilo adequado, então vou usar materiais decentes, para durar. Até lá, ainda falta muito. Ou talvez nunca encontre o rumo ou a linha a seguir. Tem tudo a ver com a personalidade. Disperso-me.

O Fim do Alentejo

É o Fim, Compadres.

Não é a falta de chuva; não é a seca; nem tão pouco a falta de trabalho; nem a falta de lenha para aquecer os pés na lareira; nem a falta de gente nova nas povoações; nem a falta de desenvolvimento desse interior; nem a falta de condições de vida para os que restam nas aldeias; também não é a falta da agricultura de subsistência de que a CEE não gosta; nada disso.
Há muita água na albufeira do Alqueva; há muitos apoios; há muitos incentivos; há muitos subsídios; há muitas eleições; há muitas promessas; há muita falta de vontade; há muitos políticos com ideias; ele há muitos políticos; e há muitos políticos; e muitos mais políticos; e políticos que nunca mais acabam; políticos sem fim.
Mas o fim está à vista, aqui na fotografia. É nesta estrada, ali p'rás bandas de Marvão que se enconhtra o FIM do Alentejo. Só falta mesmo ter uma legenda lá ao fundo a dizer THE END (em Alentejano, obviamente).
Pensando bem, compadres, afinal não é tão grave assim. A coisa (como se diz em Alentejano) tem bom remédio: em chegando lá ao fim da estrada com uma serra mecância é só limpar do horizonte meia dúzia de árvores e, assunto arrumado.
Até fazia jêto, para amançar o Inverno com uns tiçanitos, daqueles que fazem cabras nas pernas da patroa, mas aquecem a panela das migas na trempe.

quinta-feira, janeiro 27

Encontro de Gerações

Na Argola Dourada
Normalmente é difícil o entendimento entre duas gerações seguidas. Há muitas vezes maior divergência de ideias, interesses, etc. entre o pessoal com 9 ou 10 anos de diferença de idades do que entre avós e netos. Isto porque quanto mais afastadas no tempo são as gerações, mais fácil é o reconhecimento mútuo da existência de duas realidades completamente diferentes.
Mas isto são teorias, porque afinal foi fácil juntar ao jantar duas gerações contíguas de amigos da Porcalhota. Juntar e jantar não fica mal, sobretudo se for num local onde se junta e janta o pessoal da Porcalhota desde há montes de gerações.
O peixe frito, as batatinhas à minhota, o arroz (sem cebola) e o clarete também contribuíram para a sinergia de ideias. Enfim, tudo bem só com um senão, diria mesmo um pequeno senão, ou melhor, só faltou um pintelhinho para a coisa ser perfeita
.

Frio? Uma Ova!

 
Em Portugal é que é, frio a sério...
As alarmantes notícias, constantemente repetidas nos Telejornais Nacionais, sobre a terrível vaga de frio que atravessa Portugal nesta semana, já são tema de abertura dos noticiários das Televisões da Europa. 
Ora aqui está, frente ao Centre Pompidou (Paris), o Je Portuga recém chegado de Lisboa, dando uma entrevista para a France Television, a comentar o assunto do dia.

Jornalista: Monsieur le Portuga, conte lá como é que sente agora chez nous? 
Portuga: Oui, tive que me pirar du Portugal, e agora je suis très bien ici à Paris. 
Jornalista: E como conseguiu sobreviver ao frio la bas, na Porcalhota? 
Portuga: Très dificile, mon ami, tá a ver estas botas? Comprei na sapataria Guimarães; e dois pares de meias; e três chemisoles; e este cachecol de pure laine; e o barrete quentinho a tapar as orelhas; e os Collants - Oh lálá do melhor estas verdadeiras Ceroulas saloias! 
Só assim é que consegui resistir à calamidade meteorológica que assola o nosso Portugal. Imaginez vous, quando saí de Lisboa estavam ZERO GRAUS. 
Jornalista: Mais, mr. le Portuga, sente-se bem ici à Paris maintenant, agora estão 11 graus negativos? Tombe la neige partout, dans la rue. Até o rio Sena está a congelar. 
Portuga: Pois sim, isso é canja. Tá-se bem. É normal. Ninguém fala disso aqui na Television Française, a toda a hora e por isso o pessoal não sabe que está frio. Ignorância, é o que é! 
Lá em Portugal somos todos muito informados. O que dizem na TV é que importa. Quando eles dizem que vai estar um frio lixado, o povo tem que ter atenção. Eles é que sabem... 

quarta-feira, janeiro 26

MIL PALAVRAS !

Resultado dos Ácidos

Carradas de Tinta de Esmalte,
Em cima duma tela que já usada, gastei a tinta que sobrou de pintar portas, janelas e gradeamentos de ferro. Tenho que ir à drogaria do Américo (na Porcalhota) comprar mais umas latinhas.
Enquanto estive de quarentena na Casa da Praia com a gripe, logo a seguir ao Encontro Anual do Pessoal, passavam-me pela memória imagens da Big Apple e da Cidade Luz. Os estragos do 11 de Setembro que vi em
Nova Iorque e a pirâmide de vidro do Louvre que vi pela primeira vez quando fui a Paris com o Quim.
Tudo misturado, não saiu mal, pelo menos saiu barato e não precisa de verniz, a primeira produção de 2005.

No Cú de Judas

de volta aos Açores.
Apesar das recomendações dos amigos, voltei à ilha de S. Miguel para mais uma sessão de Eleições. Durante uma semana programei intermináveis listas de Linguagem Basic para mostrar ao povo na TV o resultado da votação, que até nem tinha interesse nenhum.
Nas horas de lazer, deambulei pela ilha. Dei montes de voltas à procura da saída que nunca encontrei. Todos os caminhos iam dar ao mar. Ao fim de 3 dias e centenas de quilómetros, comecei a ficar deprimido outra vez.
Um belo dia, fui parar ao "Cú de Judas"(*), um lugar que afinal existe mesmo, perdido no meio da floresta da Tronqueira, não muito longe da Ponta da Madrugada que se vê aqui na imagem.
A sensação de isolamento e solidão neste lugar é avassaladora. Só se ouve o mar lá muito em baixo e as vacas, sempre as vacas entre nós e o mar, entre nós e o horizonte, entre nós e o céu.
Nessa altura percebi porque é que existe o Anticiclone nos Açores - é para combater a Depressão.

terça-feira, janeiro 25

A Explicação dos Sapatos

O PENSAMENTO É O CANCRO DA HUMANIDADE.
"Cansaram-se os sábios a pensar e nunca acharam o remédio, de parar. (...)
E vós também, nojentos da Política que explorais eleitos o patriotismo! (...)
E vós também, pindéricos jornalistas que fazeis cócegas e outras coisas à opinião pública! (...)
Ah! Que eu sinto claramente que nasci de uma praga de ciúmes".

Frases do longo poema «A Cena do Ódio»(*), escrito em 1915 durante 3 dias e 3 noites, pelo mestre autor deste duplo autoretrato de: Almada Negreiros e Sarah Afonso.

E aqui, ou melhor, neste casal encontramos "a explicação dos sapatos":
- Porque o casal teve uma filha, Paula (paz ao seu espírito).
- Então não é que o sapato que me faltava apareceu, ao fim de uma semana, debaixo dum banco do carro da Paula Negreiros.
- Nada de estranhar para quem conheceu a Paulinha minha boa amiga (nunca uma amiga boa) e minha colega de trabalho nos estúdios da RTP no Lumiar.
- E ela gostava, como outras celebridades daquele tempo, de acompanhar a minha equipa nas excursões nocturnas no final da emissão.
- Essas voltinhas começavam normalmente na tasca do Zé Duarte, no Alto de Sto. Amaro, com umas cadelinhas, (choquinhos com tinta, bacalhau assado, um tintol directo do barril) e acabavam também normalmente, nunca se sabia onde, com umas grandes cadelas.
- Foi assim que, uma noite o Nelo "Sonopederasta" (o nosso Sonoplasta) caiu à doca de Belém e o resto do pessoal teve que molhar os sapatos para o tirar de lá.
- Depois... ele levou o meu sapato e deixou-o no carro da Paulinha que o foi levar a casa.
... e tá xplicado.

segunda-feira, janeiro 24

Carro de Salazar ?


Dizem que era.
Em Maio de 1988, na avenida principal de Stuttgart, junto ao estádio de futebol.

Só é pena os dois mariconços do pessoal da Porcalhota, que estão sentados no pára-choques, entretidos a fazer festinhas um ao outro, não deixarem ver qual é a matrícula nem a marca do carro.

Arrependidos

Os 4 Pagadores de Promessas.
Pormenor de um quadro da famosa peça levada à cena na SFRAA, na época da Revolução dos Cravos.

A imagem suscitou da parte do Quim o seguinte comentário:
1 - Uma "Gaja" (*) a bradar aos Céus, tamanha injustiça e descriminação, por não poder nunca ser admitida no encontro Anual do Pessoal.
2 - Pimentinha, completamente derreado, uma lástima porque nunca até hoje, se lembrou de ir ao encontro.
3 - Francisco Luís, faz um manguito, como que a dizer: "...dasssse, também já estive assim, mas felizmente já há 7 ou 8 anos que não perco uma reunião anual".
4 - Zé Machão, completamente em baixo, cabisbaixo, meditabundo: "o que eu tenho andado a perder nestes 30 anos de encontros, porra... e tenho ainda que esperar um ano para o próximo. Bem, assim até dá tempo para aprender as letras do Fado de Coimbra".

Garagem do Lote 2

Fim de semana trabalhoso.
Consegui afinal encontrar o papel para aplicar na porta da garagem da Casa da Praia.
Dá trabalho a colar, mas depois, faz uma inveja do caraças a quem passa na rua e não tem um BMW descapotável ou não tem uma garagem.

domingo, janeiro 23

Parabéns Miguel

O "Bilo" faz hoje 7 anos.
Descobrir pedregulhos pré-históricos como este Menir de Penedono, muitas vezes escondidos no meio da paisagem, às vezes pouco acessíveis, é das coisas que me dão gozo. Quando viajo pela Europa, raramente perco uma oportunidade de sair da estrada e procurar estes megalitos, onde ouvir dizer ou souber que existem. É uma taradice que já me custou alguns riscos na pintura do jipe.
Por causa destas pesquisas já apanhei alguns sustos por me ter metido em caminhos difíceis. A última foi há 7 anos, antes deste "Bilo" Miguel nascer. Procurava umas formações da Idade da Pedra ali p'rás bandas de Pias (Alentejo, entre Serpa e Moura) e fiquei com o carro completamente atolado, até às portas, num lameiro perdido no meio dum montado. Foi dramático. Éra já noite escura quando 2 (dois) tractores conseguiram desenterrar a minha carrinha.
Mas não desisti e continuo a prestar as minhas homenagens a estes inertes e enormes símbolos da vida.

sexta-feira, janeiro 21

Estou Deprimido

hoje, não sei porquê???
Semana muito grande, dias demais, noites longas, sono a menos: não chega para depressão.
Faço um bocadinho de introspecção: encontro preocupações latentes no subconsciente.
Por isso é que tenho estado a olhar para o teclado, como boi para palácio, e nunca mais aparece a merda da história no ecrã. Fixo o olhar nas brasas da lareira e as ideias derretem-se todas na cabeça. Chiça tenho o cérebro fundido? É do calor. Se ao menos a TV desse um filmezito de coboiada? Não dá! Só gajos a falar de eleições. Cambada de... coirões.
Então, no meio desta confusão toda, encontrei um Postal dos Açores e lembrei-me: a última semana que lá passei, sozinho, mesmo sozinho, precisamente a trabalhar para as eleições. Mal empregado tempo.
Além disso, gosto de comboios e nunca vi as locomotivas de S. Miguel. Imaginem, em 1800 e tal já havia Comboio nos Açores? Não sabia. Estive lá montes de vezes. Dassse! São tramados. Têm tudo escondido. Não dizem nada..? Claro que fico chateado.
Pronto, está feito o diagnóstico. Quanto ao prognóstico, é reservado. Vou dormir e vou sonhar com comboios.

Novidades Antigas

no Encontro do Ano, foram três:
O Rui - conhecido pelo Rui da Clara, pela primeira vez junto do grupo, esteve à vontade mas sem dar muito nas vistas, fazendo jus ao passado - o misterioso desconhecido namoradao da Clara.
O Zé Machão - há 25 anos afastado do pessoal, finalmente o tão falado compincha, apareceu e deu nas vistas como sempre, exuberante. Espectacular a revelação (para nós) da verdadeira alma de fadista, sensacional aquela vontade incontida de confraternizar, de recuperar de tantos anos de afastamento.
O Severino - sempre na boa, sem fazer ondas, sempre bem educado, como naquele dia há muito tempo em que ele ficou com um ar sério e preocupado, perante o habitual comentário do Quim quando se fala de gajas (e problemas anexos).
Dizia o Quim, em jeito de conclusão de conversa: "pois é pá, as mulheres são todas umas putas!!!"
O Severino, muito aflito com aquela generalização: "ouve lá oh Quim, não digas isso, a tua e a minha não!!!"

quinta-feira, janeiro 20

Amsterdam Nightlife **

humm, a coisa tá fraca.
Estamos a precisar de uma historiazita do Bichão para animar. Temporariamente aqui fica uma pequena dissertação sobre o Português vernáculo. (é apenas para teste e é só para adultos - Click sobre a palavra sublinhada).
Amsterdam - 1988 - continuando a voltinha nocturna pela zona histórica da cidade, os 8 embaixadores da Porcalhota entram num bar/dancing para apreciar o ambiente. Logo no átrio da entrada, 10 ou 12 pequenas montras expõem outras tantas "piquenas" dos mais variados modelos, nacionalidades e raças.
O pessoal dá a volta completa à sala para apreciar devidamente todas as candidatas e proceder a votação para a "melhor" da noite. Resultado surpreendente: eleita, quase por unanimidade, uma "artista" internacional Portuguesa. Só ficamos a saber quando a vamos contratar para nossa assistente do serviço de mesa.
Afinal é bem antigo o lema: PREFIRA SEMPRE PRODUTOS NACIONAIS ou O QUE É NACIONAL É BOM.

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Pode Acontecer

a qualquer um.

Isto é fácil de explicar, se acontecer ao sair de casa, de manhãzinha cedo, naqueles dias em que apetece ficar mais um bocadinho na cama e depois, ainda mal acordado, um gajo tem que se vestir à pressa e sair desvairado, danadinho de todo para ocupar o seu lugar favorito no parque de estacionamento IC19.
- "É claro que isto acontece a qualquer um".
Já não é fácil de explicar, se acontecer ao entrar em casa, ao raiar da manhã, naqueles dias, depois daquelas noites, em que apetece mesmo é ir para a cama directo, vestido e tudo e dormir até que os lugares no estacionamento IC19 fiquem todos vagos.
- "É claro que isso só acontece aos outros".
Pois, eu sou "os outros" e garanto - não foi nada fácil explicar, o sapato que não era meu.
Então vá lá, um desafio à imaginação: "Pessoal toca a inventar aí umas desculpas aceitáveis. Aproveitem para treinar, NUNCA SE SABE!?

quarta-feira, janeiro 19

Leninha! Very Nice.


A maninha mais nova da Clara.
Na Quinta das Celebridades faria concorrência ao Castelo Branco, nas cenas de maquilhagem.
Imaginem a cena…
No Carlos Barbeiro, 11 e tal da noite, Mano Zeca, Camacho, Eu e a Clara, debruçados sobre o tabuleiro, numa renhida sessão de Cavalinhos - a dinheiro.
Leninha (17 ou 18 anos), frente aos espelhos da Barbearia, compõe a maquilhagem. Lábios meticulosamente desenhados com o fulgurante Baton; sobrancelhas (não, penso que isso é nas pestanas) sobremaneira prolongadas e carregadas com aquela tinta preta que parece alcatrão (o Rímel?); maçãs do rosto bem evidenciadas com uns retoques do pozinho cor-de-rosa da caixinha (o Rouge?) - por coincidência aparece na fotografia.
Pergunta a Clara, que acaba de meter o 2º Cavalinho no centro:
– “Leninha, onde é que pensas que vais, a esta hora? Não podes sair!” Responde a Lena, que fecha a caixinha do pó e abre o frasco do verniz das unhas:
– “Claro que não vou sair. Mesmo que eu quisesse, a Mãe não me deixava!" Pergunta o Zé Silva, com o 3º cavalinho posto fora de circulação:
- “Então para que é que estás com esse trabalho todo de maquilhagem? É para treinar?" Responde a Lena, imperturbável, cobrindo de verniz mais uma unha:
- “Não, é que amanhã não posso chegar tarde ao trabalho. Assim, quando me levantar, já estou prontinha para sair. É só passar a escova no cabelo.”

Lugar Aos Novos

no Encontro do Pessoal.
Hoje um destaque para R. Salvador (O Cristo), um verdadeiro autóctone da R. Pedro Franco.
Este indígena da Porcalhota, adormeceu concerteza muitas vezes embalado pela lenga-lenga dos infinitos ensaios (Domingos inteiros) do Grupo de Cantares Alentejanos na Tasca do Alexandre. Também eu tive que gramar e acabei por gravar na memória aquelas modas, tantas e tantas vezes repetidas. Ah! Compadres..!
O Cristo, amigo da Porcalhota, defensor da Sociedade (quero dizer das Sociedades), ou não fosse ele investigador dedicado à Sociologia. Espero ainda dar a minha contribuição para a história da SFRAA.
Bem vindo ao Encontro e ao Blog. Um gajo chamado Cristo só pode ser bom rapaz.
(nota: adicionei aos links aqui ao lado esquerdo uma ligação directa para "Blog do Cristo").

terça-feira, janeiro 18

A Conquista do Monte

memória dos anos 90.
Le Mont St. Michel, vila, mosteiro, abadia, fortificada, erigida dentro do mar, na costa norte de França.

Deste sítio, que na verdade satisfez as minhas expectativas, diz-se que:
- "a maré enche tão rapidamente que, um homem a cavalo não consegue fugir ao avanço da água".
Não confirmei isso porque só lá estive 3 dias durante os quais a maré esteve sempre vazia.
Vale a pena ver, a quantidade de pedregulhos que os monges arrastaram por aquelas encostas acima, dentro do mar. Também a não perder, o ritual da confecção das omelettes da Mère Poulard. E depois provar as ditas, acompanhadas com uma garrafinha da Cidra regional.
Há quem tenha o sonho de conquistar o Monte Branco ou Anapurna ou o Kilimanjaro. Eu sempre tive o sonho de conquistar este Monte, o 2º dos meus desejos de viagens, da juventude.
O 1º - a Ilha de Rodes, no Mediterrâneo - ainda está por realizar.
O 3º - New York - aconteceu em 2001.

Se Bem Me Lembro...

foi com esta pequena Câmera de Televisão
que fiz os meus primeiros trabalhos de Operador de TV na RTP. Comecei no Estúdio B, por acompanhar as gravações do Programa “Se Bem Me Lembro…” do Prof. Vitorino Nemésio.
Para aprender, eu ficava ao lado do cameraman e observava o que ele fazia, seguindo as instruções do realizador pelos auscultadores. Era simples, o Prof. sentado numa cadeira, falava, falava, de tudo e mais alguma coisa. E falava – para mim - como se estivesse a dar aula a um aluno. No fim, o operador fazia sinal para acabar e ele dizia simplesmente: “pronto, já estão a fazer sinal, por hoje é tudo.”
Quando chegou a minha vez de tomar conta da câmera sozinho, foi tramado, pois não consegui enquadrar a imagem do Prof. dentro do pequeno ecrã. Ele tinha-se habituado a falar para mim e agora que eu estava atrás da câmera, ele desviava a cabeça ora para um lado ora para outro para me ver.
Solução: a partir desse dia tivemos sempre um assistente de produção (o sr. Feijoó com 2 ós) sentado numa cadeira ao meu lado durante a gravação, a fim de que o professor passasse a falar para ele.

segunda-feira, janeiro 17

Faltam 15 Dias

ou talvez 3 semanas.
Estimativa do tempo para começar a distribuição dos DVD's com o vídeo apresentado no Encontro de 2005.
Vamos tentar melhorar a qualidade de captação de algumas imagens e afinar a Banda Sonora.

Vão ter paciência, pois na actual conjuntura economico-financeira não podemos recorrer a serviços de Outsourcing.
Temos que fazer toda a montagem e a post-produção com as ferramentas e o pessoal da casa e em período post-laboral (sem direito a pagamento de horas extra).

domingo, janeiro 16

Tudo Bons Rapazes

e mais as suas "partenaires".
Passados 30 anos sobre a noite desta imagem, só uma coisa se pode concluir:
- "Fica provado que, É DOS CARECAS QUE ELAS GOSTAM MAIS".

Pois é. Dos 5 caramelos aqui da foto só há um, o Marcelo, que hoje pode dizer:
- "SÃO TODOS DESCASADOS MENOS EU".
Parabéns ao resistente (dono do original desta foto).

sexta-feira, janeiro 14

Noite de Jogo 1


Acrílico 120x80.
A borrada nesta tela colectiva - resultado das bebedeiras da versão anterior da noite de jogo na praia.
Esta noite vai repetir-se o evento Noite de Jogo 2, com mais artistas e mais telas e tintas.

Studium Photus, Lda.

Novamente o Bichão 2 - na década de 70.
Recuperei dos arquivos da cave este bocadinho de um Auto-retrato do fotógrafo (em acção) no meio de uma sessão de trabalho com modelo, no estúdio principal do Studium Photus. Quero dizer no quarto grande com cama de casal, vários espelhos e 2 candeeiros de mesa de cabeceira, que o sr. Quim, não sei como nem porquê ou para quê, tinha a mania de partir durante as suas sessões fodográficas (ou seriam acrobáticas?).
Daquele andar alto, na Av. Columbano (4 ass, 2 wcs e cozinha, completamente mobilado e equipado) falava-se muito, na Sociedade da Porcalhota, mas sabia-se pouco. Nem mesmo o anónimo e azarado peão que no meio da Avenida naquela noite, levou com o meu Bolo de Aniversário em cima dos cornos, ficou a saber mais. Aliás, o desgraçado ficou mesmo sem saber que mal tinha feito a Deus para merecer tamanha doçura.
- "Mas eu agora digo-lhe, oh amigo, foi a minha querida amiga G. que num ataque de fúria, despeito, desilusão, etc, despachou pela janela fora inteirinho, completo, cheinho de chantili e recheado de creme pasteleiro o que era para ser o meu bolo de aniversário, porque que não teve coragem de me despachar a mim. Veja lá a coisa pelo lado bom, se levasse comigo em cima era bem pior, não era nada doce."
Ainda não é hoje que se vai ficar a saber mais. Prometo uma história inédita (do final do Bichão) para breve.

quinta-feira, janeiro 13

Quem Faltou ao Encontro

pelo 3º ano consecutivo.
Não foi esta espécie de Anjo que se encontra empoleirado no mais belo Obelisco que eu conheço em Portugal. Não é muito antigo, talvez oitocentista, mas é um monumento espectacular. É mesmo o maior que existe em por cá. Quero dizer, secalhar era, porque desde que eu tirei esta fotografia em 1973, nunca mais o vi, apesar de passar todos os dias por cima dele. O coitado ficou mesmo por baixo do viaduto da CREL ali à saída de Belas, junto ao portão das traseiras da Quinta que foi do Pero Coelho (o tal da Inês de Castro).
Quem faltou foi o MESTRE que me levou (e a mais não sei quem) a descobrir este Obelisco, a Quinta, a sua história, o Menhir da romaria do Sr. da Pedra, a Capela e a Gruta numa encosta dentro da quinta, a Biblioteca e os Baixo-Relevos da entrada principal. O Mestre JÚLIO AMARO, era mesmo um mestre. Quando todo o "pessoal" se reunia (no Painel e depois no Chafariz) para ouvir(*) o Júlio Amaro, parecia um grupo de alunos atentos na sala de aula de uma escola.
(*) escutar, ver, observar, perguntar, contestar... e ajudar.
Preparar telas, tintas, colas, molduras, apetrechos para sessões de Ilusionismo, decorar o salão para exposição e leilão de quadros e mais e mais... e jogar ao sobe-e-desce.

Não é o meu Avô.

El-rei D. Carlos I de Portugal.
Disseram-me que ele que afirmou, em 1905:

"TEMOS UM PAÍS DE BANANAS GOVERNADO POR SACANAS"

Ainda não confirmei esta afirmação nos textos de história, mas também não interessa.
O que importa (e é triste) é que, passados precisamente 100 Anos, podemos dizer a mesma coisa.

quarta-feira, janeiro 12

Vou Tomar um Semicúpio

Para acalmar.
(foto, Banheira especial de uma Villa Romana)
Desculpem lá o sarcasmo do comentário da Foto do Ano, mas não consegui resistir. Isto ainda devem ser os efeitos da Virose. Secalhar o Vírus era manhoso e atacou-me a parte do cérebro que regula as emoções. Há virus muito marados que até fazem um gajo ficar tarado.
Vou parar aqui e tomar um Semicúpio, pode ser que resulte. O Banho Semicúpio, quente ou frio, desde a antiguidade clássica fazia parte do tratamento para algumas maleitas. Ainda consta num dos livros de Patologia Clínica por onde estudei. Nesse velho livro também encontei a seguinte afirmação: "os efeitos tonificantes da água do mar só se fazem sentir até 500 metros da borda de água".
Quando li isto, fiquei lixado, a minha Casa da Praia fica alguns metros mais longe. Só quando está a maré cheia, e a Lua de feição é que fica mais ou menos a 500m. Fui à janela, não vi a Lua, não senti o cheiro do Mar, pirei-me. Voltei para Massamá para acabar de curar a virose.

Foto do Ano - 2005

Aí vai ela, FINALMENTE.
Já sabem, se "clicarem" em cima podem ver uma ampliação.
Nesse caso conseguem reconhecer perfeitamente toda a gente. Os mais velhos, os mais novos e até até mesmo os mais recentes aderentes. Vejam bem, o Zé Machão, ali em primeiro plano.
Pois é, vê-se bem, MAS... GRANDE MERDA! NÃO CONSIGO PERCEBER QUAL É O ZÉ SILVA!!? Será aquele gajo da ponta esquerda? Ou o outro da ponta direita? Chiça, parece que não apanhou todos..!
Paciência, Mano Zé, a máquina fotográfica do Quim, não é lá grande coisa, falhou. Desculpa lá, prometemos arranjar outra máquina melhor e também arranjar outra oportunidade para ficares na fotografia.

terça-feira, janeiro 11

Meti-me Nas Drogas!!!

E logo nas mais duras, os Ácidos.
Mas não é caso para preocupações. Já estou quase recuperado, ou melhor estou em convalescença.
Aconteceu: no final do dia (sábado 8) que começou com aquele encontro histórico do Pessoal da Porcalhota na SFRAA, fui-me abaixo. Foi muita coisa junta, muito stress para acabar a tempo o Vídeo de 2004, poucas horas de descanço, e depois um dia bem recheado de emoções.
Pois é, fiquei mal e retirei-me para a Casa da Praia. Por lá fiquei fora de circulação, ou seja, sem Internet durante 3 dias. Por isso não houve novidades aqui no Blog.
Depois: foram arrepios de frio, tremores, vómitos, dores de cabeça, dores musculares, dores no peito e uma vontade do caraças para NÃO FAZER NADA.
Os ácidos: primeiro o Ácido Ascórbico (vulgo Vitamina C) numa infusão da casca de um limãozito do quintal - vulgar chazinho de limão para aquecer e acalmar o estômago. A seguir fui à farmácia e sem receita, comprei mais um - que podem ver na imagem, a três dimensões, com aqueles óculos do cinema - o Ácido Acetilsalicílico (vulgo Aspirina). Mais Cafeína e o Álcool = Café quentinho com um Cheirinho e quando voltou a falta da Nicotina, percebi que já estava bom.
Pronto. Curei a puta da VIROSE, que não é bem uma Gripe, às vezes é pior.

quinta-feira, janeiro 6

Dia dos Reis

dos nossos D. AFONSO IV e D. PEDRO I
Mas, este não é o dia dos outros reis? Daqueles de há 2000 anos, "Os Magos"?
Pois, dizem que sim, mas também foi, há 650 anos, o dia que os nossos Reis Afonso IV e seu filho Pedro nunca viriam a esquecer até ao fim das suas vidas. A 6 de Janeiro de 1355, no Paço de Santa Clara em Coimbra, (in.: Lusíadas de Luís de Camões) acontecia:

Estavas, linda Inês, posta em sossego,
De teus anos colhendo doce fruito
Naquele engano da alma, ledo e cego,
Que a fortuna não deixa durar muito (...)
Entretano, no Castelo de Montemor-o-Velho em reunião do conselho com D. Afonso IV, os nobres Diogo Lopes Pacheco, Pero Coelho e Álvaro Gonçalves, convencem el-Rei a decretar a morte de Inês de Castro. E assim foi, no dia seguinte, estes três "rapazes trataram do assunto" e trataram de se pirar para Espanha. Por causa disso, o nosso vizinho Pero Coelho, nunca mais voltou a ver Belas, a terra dos seus domínios nem as Belas das Moçoilas, serviçais lá da quinta de Belas.

quarta-feira, janeiro 5

S. Silvestre da Amadora

a prova clássica nos anos 50.
Quem sabe, talvez esta corrida de pés descalços tenha sido a precursora da actual da S. Silvestre da Amadora. Não me lembro, mas a prima Mónica que cedeu esta foto ao Rui Salvador, deve saber mais sobre a corrida e sobre os rapazes que aqui vemos.
Nesta imagem, captada quase em frente ao Carlos Barbeiro (talvez um dos espectadores no passeio), podemos ver um prédio interessante. O que tem as duas varandas iguais, no meu tempo era a loja do Amaral, uma espécie de centro comercial, que vendia quase tudo desde tecidos a metro até saca-rolhas.
Mas o interessante deste prédio era que, na fachada, a toda a largura, por cima das 4 portas tinha um painel de azulejo onde estava escrito: "A VERDADEIRA CASA DO COELHO À PORCALHOTA". Falei com um amigo que tem mais 20 anos de Porcalhota do que eu, e ele confirma esta lembrança. Decerto quem melhor se deve recordar é o neto do velho Amaral, o amigo Rui Amaral, que morava nesta casa.
Talvez ele queira dizer alguma coisa.

Cinema de Escada

a um Tostão cada Sessão.
Ou as origens da Televisão, na Porcalhota, muito tempo antes da inauguração da TV em Portugal.
Não correu lá muito bem esta minha primeira tentativa de negócio na 7ª Arte.
Não foram os problemas técnicos do equipamento - caixa de cartão dos envelopes das cartas, arame, rolhas de cortiça e carretos de bobines vazias dos negativos 6x6 ou 6x9 das máquinas fotográficas.
Também não havia problema com a produção e montagem dos "filmes" - era só recortar dos jornais e dos Mundos de Aventuras e colar.
A culpa de não ter sido um exito a primeira Estação de Televisão Pirata da Porcalhota antes de 1960?
- "A CULPA FOI DO SISTEMA", está claro! Naquele tempo era assim e não havia nada a fazer.
Com os Governos do malandro do Salazar e a conjuntura desfavorável, a economia da época estava um bocado em baixo. Um Tostão, para os putos daquele tempo e daquele lugar da Porcalhota, era muita massa. Difícil de arranjar!
Felizmente, hoje quase 50 anos depois e graças à extraordinária acção dos últimos Governos, as coisas estão muito diferentes. A conjuntura é favorável, a economia está em alta e os putos já têm a TVCabo em casa todo o dia a "dar" desenhos animados.
E já ninguém culpa o SISTEMA (a não ser a Direcção do SPORTING).

terça-feira, janeiro 4

Balanço 2004

O Desprezo!
Era um estado de espírito e era para ser o título desta tela 50x60.

Era, ao iniciar a pintura, porque no final, ficou uma outra coisa qualquer, que não será bem isso.
Mas já não interessa o que era, porque o Miguel quis ficar com o quadro.
Agora é um monstro dos "MEDABOTS".

segunda-feira, janeiro 3

A Gente Aguenta..!

Vá lá um sorriso!
Nestes "apanhados" da noite de Ano Novo, eu tentava explicar ao meu "puto":
- "O Passado? Isso já não interessa muito, deixa para lá".
- "O Futuro? Isso é muito duvidoso, é melhor nem pensar".
- "O Presente? Eh pá, isso não trouxe, acabou-se o dinheiro, não pode comprar, a vida está difícil, complicada... bla, bla, bla".
- "OH PAI, NÃO FAZ MAL, DEIXA LÁ, A GENTE AGUENTA".

Renascido das Cinzas

para 2005
Tal como a mitológica Fénix (da Etiópia) este Galo (de Barcelos) é o símbo do renascimento do blog, que (por enquanto) ainda se chama SFRAA.
Este grande exemplar do lendário frango Português resistiu a todas as grelhadas mistas, junto à chaminé do grelhador no telheiro do quintal. Depois de lavado das cinzas, ficou como novo.
Posso dizer com toda a propriedade: "EU TENHO UM GANDA GALO..!"
E tenho mesmo, na acepção mais comum da frase, tenho tido. O balanço de 2004 não foi mau, foi extremamente negativo.
Mas, como diz o MESTRE, "que se £oda", vamos em frente com a crista levantada.

domingo, janeiro 2

Citação para 2005


Numa destas noites de insónia, ao vaguear à toa pela Net, fui de encontro a estas linhas:

"... e, a pretexto de serem menos favorecidos pelo destino, transformam-se, gradualmente, em campeões da inutilidade e da preguiça. Portanto, por mais sombria seja a estrada a que foste conduzido pelas circunstâncias da vida, enriquece-a com a luz do teu esforço, porque o medo não pode servir como justificação aceitável no acerto de contas final."


Li, reli, pensei, reflecti... e acendi as velas para iluminar o caminho de 2005.